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sexta-feira, 17 de junho de 2011
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Procurando por um professor de Português
Mesmo percebendo que minhas lembranças de escola já datam mais de trinta anos, fiz um esforço para relembrar os tempos de aulas. Minha primeira lembrança é de bem pequeninha, eu já devia ter uns 7 anos. Quase fazendo hipnose, numa mistura de lembrança e contação de história, eu me lembro de ser obrigada pelos meus pais a falar apenas português, pois minha irmã menor tinha dificuldades de usar o português na escola e o alemão em casa. Mala sem alça desde cedo, essa minha irmã. Algumas pessoas nascem com dom.
Lembro-me que pouco depois, já saída de Porto Alegre, agora em Olinda, PE, estar estudando português com a diretora da escola, essa sim, uma boa lembrança, a Vovó Auristela. Lá tínhamos que rezar antes da aula e também antes de merendar. Lembro-me ainda que provavelmente não tivesse 10 anos e já fazia a ata caprichada na letra e sem rasuras do Grêmio da escola. Isso era lá pelos idos de 70.
Em 1980 eu já morava no Rio de Janeiro. Quem tem pai militar sabe que é assim e não se discute. Pois bem, aí era a sexta série. O regime já estava na pauta do dia e na mesa do café. Sabíamos que eram tempos duros, pois se falava em anistia de presos políticos e eleições diretas. Na escola havia OSPB ou EMC. Português que tinha sido Comunicação e Expressão, agora era Comunicação em Língua Portuguesa.
Nenhum professor me causou lembrança especial, mas talvez seja eu que precise de remédio para memória. No Científico, que eu poderia ter escolhido um curso técnico como contabilidade, me propus a passar no vestibular daquele tempo. Tanto tempo que era unificado, não importava a universidade, o vestibular era um só – CESGRANRIO e de marcar cruzinhas. Deste momento ainda, eu nem me recordo de ter estudado português, e olha que eu que sempre fui boa aluna, o que era de se esperar de alguém como eu. Aliás, poucos eram os alunos razoáveis, raros eram os repetentes.
Todos tinham alguma fraqueza, é claro, e a minha era a matemática. Me lembro perfeitamente dele, o professor, e se fizesse força lembraria até do nome. E sem remédio. Mas não quero. Lembrei: Ayrton. Nada de se virar para o lado. Olhe para frente. Silêncio. Nada a ver estas lembranças, veja só para quê serviu este relato afinal.
Daqueles tempos nada me deixa interessada, nem antes e nem agora, rememorando. Sempre fui aprendiz solitária, daquela que tem sempre uma pilha à espera, vista com olhar ansioso e nada cansado. Meu sonho era aprender leitura dinâmica. Que inveja dos que não tem que ler assim devagar, ruminando a leitura. Bom mesmo seria leitura tipo vapt-vupt. Vixe, esta expressão nem se usa mais.
Que efeitos produziram esta viagem? Assim, remoendo o passado, acabo por lembrar do maior professor de todos, que foi sem dúvida meu pai, que lia e lia e tinha livros que não acabavam mais. Até que eu acabei com eles, mas nunca acabava de verdade, pois sempre tinha um que eu nem lembrava mais. Ele era uma criatura auto-didata e especial. Apesar de todos os pais sempre serem especiais, esse era especial em especial nas antíteses da doçura e dureza, da esperteza e bondade. A palavra que designa meu pai caiu em desuso: sabedoria. Na medida certa sempre de tom professoral.
Mas este tempo acabou e viro a página sorrido e com olhos ardidos de saudades. Não houve ninguém que pudesse marcar minha infância ou juventude. Será? – penso eu. Não importa, virei a página. Posso pensar no futuro, que é para isso que vivemos. Com um vento que vem de trás, provocando suspiros e o olho lá na frente, tudo que precisamos é pensar no que virá. Mas não posso deixar de reconhecer alguém que já faz parte do passado do futuro.
Finalmente, houve uma professora que mostrou como se valorizam as humanidades costurando a escrita com o alinhavo do pensamento. A arte de escrever, segundo ela, não está no que dizer, mas na forma como que se diz. Uma receita de bolo pode ser uma delícia antes mesmo de pensar se temos farinha. Assim, este relato pessoal nada seria sem esta provedora de idéias subversivas que encheu minha mente de máquinas de costura a serviço da criação. Nada antes em Português me causou tanto espanto e foi tão importante.
Relato de experiência pessoal de aprendizagem de Lingua Portuguesa (de uma desmemoriada desde os anos 70).
sábado, 9 de abril de 2011
O MENINO DO PIJAMA LISTRADO E AMELIE POULAIN
Passeando por este http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/index.shtml encontrei um livro que baseou um filme que ví recentemente e acho que, para entender um pouco do que foram os campos de concentração na segunda guerra, fica mais fácil se tivermos algo assim em mente...
O menino do pijama listrado:
Para educadores talvez a Lista de Schindler, mas para os alunos, este é definitivamente melhor.
Vou indicar outros filmes com o link direto para quem puder baixar filmes em casa.
Fiquei ouvindo a conversa de RR e acho que ela esqueceu de um monte, afinal os melhores filmes não estão nas Americanas por 12,50 para comprar como se fosse "obra-prima ao alcance de todos". Nas Americanas agente encontra o que vende, porque este é o objetivo deles. Os filmes "comerciais" estão todos lá. Mas tem filmes, como num lista de clássicos da literatura imperdíveis, que não são para todo tipo de gente, assim, como colocando todo mundo no mesmo saco. Acho que a Graça podia dar umas aulas sobre filmes para RR, ela sim sabe do que está falando.
RR acertou quando diz que todos deveriam ver O FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAIN, mas ela não disse praticamente nada deste filme. Assistam, pois tem discussão "prá mais de metro". Se eu tivesse uma cabeceira, colocaria este e AS HORAS nela.
Mas não dá para fazer download dos dois ao mesmo tempo e ainda por cima tem que dar um tempinho entre um download e o outro. Tenham paciência.
Então, vou mandar alguns links que eu encontrar de filmes unânimes do ponto de vista da crítica. Geralmente, este tipo de filme tem algo a acrescentar a mais do que se vê, geralmente possuem vários olhares ou um olhar diferente daquele que é senso comum, como este do menino de pijama listrado.
Não se enganem, apesar das aparências o filme se passa em Auschwitz, e é a estória da amizade de dois meninos. Vários pontos de vista são colocados no filme, mas o da mãe é o que me tocou mais. Os atores são fantásticos. Bom filme e boas férias forçadas. Craudia
sábado, 19 de março de 2011
A Cadeira de SARAMAGO
Clique no link, depois em DOWNLOAD NOW e aguarde uns segundos:
http://bit.ly/hjgCCm
http://bit.ly/hjgCCm
FOTOS do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, muito para ver, algumas no tempo de Machado de Assis.
http://bit.ly/euCu9h
http://bit.ly/euCu9h
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